O Vivadança Festival Internacional está dando seu baile em Salvador neste mês. A 9ª edição do festival, que começou no dia 10/4, vai até o Dia Internacional da Dança (29/4), com mais de 30 espetáculos de dez países.

No ano passado, o festival reuniu um público de mais de 150 mil pessoas.

“O público é muito diversificado, são pessoas de diferentes formações. É uma experiência muito forte, a gente confirma que brasileiro gosta de ver arte”, diz Cristina Castro, curadora e diretora geral do Vivadança.

Leia abaixo trechos da entrevista de Cristina ao Deu Baile.

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Deu Baile Quais são as marcas da 9ª edição do Vivadança?

Cristina Castro Uma das novidades desta edição é que, pela primeira vez, vamos levar espetáculos para ruas, parques e praças da cidade. Outra é que planejamos uma série de ações para abrir possibilidades de negócios, estimular o empreendedorismo dos artistas. 

Como isso está sendo feito?

Estamos fazendo “rodadas de negócios”. Por exemplo, convidamos diretores, curadores e programadores para ver a mostra [de dança] baiana, em que eles selecionam espetáculos para apresentações em outros lugares.  Também promovemos encontros face a face entre curadores e artistas, para negociar circulação.

Então os objetivos estão sendo cumpridos?

Sim, já temos grupos e artistas individuais que fecharam apresentações em outros Estados. 

É essa a principal meta?

O objetivo é dar mais autonomia ao artista, para ele não ficar dependendo apenas de editais. Estimular o empreendedorismo é mostrar as possibilidades de dar visibilidade e sustentabilidade aos trabalhos. Criar maneiras de as pessoas se interessarem por esses trabalhos. 

Além do empreendedorismo e da visibilidade do artista, quais são os outros focos do festival?

Formar e expandir o público de dança. Parece que todo mundo sabe que isso é importante, mas falta fazer acontecer.

O que seria preciso para isso acontecer?

Formar público envolve várias coisas, masa principal é a educação. Levar dança às escolas, colocar as crianças em contato com as artes cênicas, levá-las ao teatro. Estive recentemente na Espanha e há um programa na região de Castilla y León chamado Escola de Espectadores. O ponto alto do programa é um festival, mas eles trabalham o ano todo com o público, preparando-o para o evento. 

Qual o papel do artista na formação do público? 

O artista tem que entender quem é seu público e reconquistá-lo, seduzi-lo. Não tem mais essa de artista supremo, que não se importa com o público, que acha que ninguém o entende porque ele é um ser superior. 

Quais são os próximos destaques da programação do festival?

A americana Germaine Ingram (dia 23), que mistura sapateado, dança afro, canções de protesto e militância política. O grupo Los INnato, da Costa Rica, com o espetáculo “Etérea” (24). O “Parabach” (25), da Paracuru Cia. de Dança, que realiza um trabalho com filhos de pescadores no Ceará. E os Solos de Stuttgart, uma parceria com o Tans Theater Festival, de Stuttugart, em que serão apresentados solos contemporâneos de até dez minutos de criadores do Canadá, da Holanda, da Hungria, da Índia e de Israel. 

Veja a programação completa

One Response

  1. Gisela Furquim

    Tá muito bacana Iara!
    Parabéns!
    Se eu pudesse…ia para Letônia ver o Barishnikov!!!
    Beijos

    Reply

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